terça-feira, 24 de junho de 2008

O Risoto do Bizzotto

Muito apreciado por diversos convidados que já tiveram a oportunidade de experimentá-lo, o Risoto do Bizzotto é um prato de relativamente fácil execução. Fácil porque é fácil mesmo, relativamente porque demanda paciência e bons braços para misturar. Mas é excelente, tanto que, outro dia, sabendo com meia hora de antecedência de um convidado surpesa para o almoço, eu mudei o menu da velha e boa macarronada para o Risoto do Bizzoto, com a intenção de fazer o evento ficar mais distinto. O resultado, como esperado, foi um sucesso.

O Risoto do Bizzotto leva esse nome porque não haveria nome melhor. Afinal, o nome do chef acabou combinando com o do prato, e a homenagem é mais que merecida. Mas o prato também poderia se chamar O Risoto do Bizzotto Com Os Palpites da Aninha, já que esta que vos fala não consegue ser uma sous chef silenciosa. E devo confessar que o chef em questão gosta muito dos meus pitacos, assim como dos pratos que eu preparo para acompanhar a estrela da festa.

Tantos já provaram e pediram a receita que aí ela vai. Quem nunca experimentou, não se acanhe: é só marcar o dia que nós ficaremos felizes em repetir a proeza. O risoto pode ser de várias coisas, já fizemos de cogumelos, funghi, carne desfiada, camarão, cerveja preta... enfim. Mas a receita em questão vai ser a de 3 queijos, que é tudo de bom!

O Risoto do Bizzotto
(para 4 pessoas)

2 xícaras e meia de arroz próprio para risoto (carnaroli, arbório, facim facim de encontrar)
2 colheres de manteiga
1 cebola invisível (processada diversas vezes até ficar indistinguível)
2 xícaras de vinho branco seco
2 tabletes de caldo de carne dissolvidos em 2 litros de água (ou caldo de carne de verdade, que fica até mais saboroso)
200 gramas de mussarela, 100 gramas de parmesão, 100 gramas de provolone, tudo ralado e misturado.
Creme de leite fresco
Pimenta do reino a gosto

O caldo de carne deverá ser mantido fervente em fogo baixo.

Numa panela grande e com uma colher de pau, refogue a cebola na manteiga até começar a ficar douradinha. Coloque o arroz (sem ser lavado, pois precisamos do amido dos grãos para o cozimento). Misture o arroz um pouquinho e coloque o vinho branco. Vai mexendo até quase secar e coloque duas conchas de caldo. O grande lance do risoto é esse: conchas de caldo pouco a pouco, ir mexendo sempre e cozinhando devagarinho, quando estiver quase secando, mas uma concha e aí vai... Bem no começo, ponha metade dos queijos. É pra mexer sempre, sem parar. Deixe sua taça de vinho ao lado e chame as pessoas para a cozinha, porque demora uma meia hora pra ficar pronto e é bem melhor ser servido imediatamente.

Aí vamos de concha em concha, até o arroz ficar al dente. É quando coloca-se o resto do queijo, mexe mais um pouco, deixa derreter. Por último, o creme de leite fresco e a pimenta do reino. O conjunto deve ficar cremoso. Confere o sal e voilá!

Os Pitacos da Aninha

Os meus pitacos são simples porém essenciais: esse risoto fica perfeito com um pouquinho de pesto por cima na hora de servir.
É só processar 1 dente de alho, 2 colheres de parmesão, azeite, muitas folhas de manjericão e sal (o pesto de colocar no risoto é sem castanhas, pra não ficar esquisito).

O outro pitaco é o acompanhamento: pedaços de frango assados enrolados no bacon, temperados com uma misturinha de tempero caseiro, mel, acafrão, ervas, pimenta, molho de soja e o que mais der na telha. Fica tão bom...

Tudo isso, bons convidados e algumas garrafas de vinho tinto é só o que um almoço precisa para ser feliz.

Edit: Pedro avisa que é pra mexer bem no fundo da panela durante o cozimento do risoto, para o queijo não grudar, e que é pra se colocar um pouquinho de manteiga junto com o creme de leite. Dica do chef! :*

2 comentários:

Verônica Morón disse...

to chocada...
e cheia de agua na boca.
Já pra cozinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
rrsrsrsrs
bjao

Ana disse...

Manda ver, amiga!
Beijo!